sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ALMA DE MAGO


Pedras chorando a levar as águas
Escuras gotas de amarguras
Cai por entre os dedos a mágoa
Na ausência do dia, varredura


Alma em sofrimento a inquirir
A falta das estrelas, do sol a luzir
O embaço dos vidros a impedir
Que a alquimia venha expandir


Ossos espalhados pelos cantos
Fétida carne em apodrecimento
Sou a imagem do desencanto
Esperando o arco-íris, o movimento


Mas amo a vida com atrevimento
Fantasma, mago que ainda tem pranto
Lamento os que vivem no esquecimento
Das lavras que produziam acalantos.


Poetas destituídos dos mantos d’alegria
Perdidos em vã filosofia,
Aviltados enterram também a poesia
Obliterados vasos lacrimais, letargia.


E há de haver um amanhã a renascer
Onde meu esqueleto obsoleto e néscio
Ganhará novo imo, magia de viver
Porquanto me sujeito ao negror, ao vozerio!












domingo, 9 de janeiro de 2011

1. tenha medo da morte, pois ela é a libertação. Quando se sentir triste e sem solução saiba que chegou o momento de se Não libertar!
2. Hoje sou apenas uma pessoa sem rumo e inconsciente que esta perdida entre os mundos e que só deseja se libertar de um demônio. Dizem que se ao menos eu tentasse talvez conseguiria me libertar, mas mesmo procurando luz me perderei entre as sombras, pois não tem como se escapar de algo que faz parte de você e que te domina!
3. Diante de ti aparecerá a tão temida criatura com aparência ingênua e um olhar profundo que irá te hipnotizar entrando na sua mente e fazendo de você o mais novo servo.
4. Em seus sonhos ELE entrará e te levará ao labirinto das trevas e lá possuirá sua alma!
5. A criança perdida na escuridão agora implora por sua alma que estará em chamas. Não se pode fazer mais nada; as trevas a espera, pois ela já esta no circulo. O demônio irá possuí-la e não haverá nada que conseguirá salvá-la daquilo que já esta previsto!

Vida por um Fio

Eu respiro o perfume do lírio do campo
Que já não sustenta mais de angúnstia
Sangram as lágrimas que caem...
Suspira à saudade que varre as lembranças..
Quero cair....quero me jogar ao longe onde nada mais me acolherá
Quero derramar sozinha minhas lágrimas
Como o lírio, quero me isolar...
mesmo que eu sangre até a sublime morte...
Quero deitar-me sob a terra
e observar a beleza de estar vulnerável e sozinha
Ser absorvida para seu interior
Ser parte da sua essência
É tudo que quero e penso em sentir
Em meus mais profundos momentos de desespero
Quando minha alma exala o som da morte
Ao mesmo implícita o desejo de estar permeando a beleza vivida aos antepassados
Um desejo que arde...que anseia a intorromper esse sentimento
Mas que não tem forças para lutar a isso...
A esperança que resta não basta...
Liga-se a mim por apenas um trêmulo fio
Que a qualquer momento, assim como minha vida, poderá se romper